Injeção anticoncepcional: método pode evitar a gravidez por até três meses - Mulheres Bem Resolvidas

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Injeção anticoncepcional: método pode evitar a gravidez por até três meses

Felizmente, opções para evitar a gravidez não faltam! Embora a pílula contraceptiva e a camisinha sejam as escolhas mais frequentes, há uma série de alternativas no mercado. Uma delas é a injeção anticoncepcional, considerada um bom recurso especialmente para quem se esquece de tomar os comprimidos diariamente.

Mas você conhece este método? Sabe como ele realmente funciona? Tem dúvidas sobre a eficácia ou possíveis efeitos colaterais?

Então, preste atenção neste post. Vou explicar direitinho os prós e contras da injeção anticoncepcional para ajudá-la a tomar uma decisão consciente.

Vamos lá?

Você já usou injeção anticoncepcional em algum momento da sua vida ou utiliza até hoje?
Ginelife

Como funciona a injeção anticoncepcional?

Assim como a pílula, a injeção anticoncepcional é um método hormonal para evitar a gravidez. Ou seja, ela não forma uma barreira que impede o espermatozoide de chegar aos órgãos onde a fecundação pode acontecer.

No entanto, esses hormônios provocam uma série de alterações no organismo da mulher. Em alguns casos, a ovulação não acontece.

Essas substâncias também engrossam o muco do colo do útero, fazendo com que o espermatozoide tenha mais dificuldade para ultrapassar essa entrada. Portanto, um conjunto de mudanças no corpo feminino inviabiliza a gravidez.

Basicamente, existem dois tipos de injeção anticoncepcional: a mensal e a trimestral.

A primeira é composta por uma combinação de dois hormônios: os estrógenos e progestátenos. Já o contraceptivo aplicado a cada três meses é feito de progesterona (acetato de medroxiprogesterona).

Como a injeção anticoncepcional é aplicada?

O anticoncepcional injetável deve ser aplicado no músculo, especialmente nos glúteos. Essa aplicação deve ser feita sempre por um profissional de saúde e sob a orientação do médico.

É muito importante que a aplicação aconteça entre o primeiro e o quinto dia da menstruação. Caso haja uma falha relacionada a essas datas, o método pode não ser tão eficaz.

Os médicos explicam que se a mulher tomar o anticoncepcional entre o primeiro e o quinto dia do ciclo, o efeito do método é imediato. Porém, se elas fazem a aplicação em qualquer outro dia, é necessário utilizar outros contraceptivos, como a camisinha, durante pelo menos uma semana.

Depois da aplicação, a mulher não deve massagear o local da injeção, pois a ação do medicamento pode ser prejudicada. Os médicos também orientam a não fazer compressas de água quente para amenizar possíveis dores, porque também pode haver falha na proteção.

Você já usou injeção anticoncepcional em algum momento da sua vida ou utiliza até hoje?
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Quais são as vantagens da injeção anticoncepcional?

Para muitas mulheres, a injeção anticoncepcional é um método bastante vantajoso. Entenda o porquê:

1. O risco de se esquecer do anticoncepcional é reduzido

Quem nunca se esqueceu de tomar o anticoncepcional? Talvez pouquíssimas mulheres consigam levantar a mão orgulhosamente e dizer que são suficientemente disciplinadas para não terem falhado um único dia.

O fato é que muitas mulheres se esquecem de comprar o comprimido.

Na correria do dia a dia, no momento em que está atrasada, durante uma viagem em que o concepcional não foi colocado na necessaire — esses pequenos incidentes podem causar grandes acidentes.

Então, a injeção anticoncepcional acaba com esse problema. Basta aplicar o hormônio a cada 30 dias ou 3 meses para prevenir uma gravidez indesejada.

2. É uma alternativa para quem apresenta reações adversas à pílula

Não são poucas as mulheres que relatam reações indesejadas devido à pílula.

Perda de libido, ressecamento vaginal e inchaço são alguns dos sintomas,  mas há efeitos ainda mais sérios. Portanto, nesses casos, a injeção anticoncepcional pode ser uma opção melhor.

3. Alivia cólicas menstruais

A maioria das usuárias do contraceptivo injetável relata que o hormônio aliviou uma série de desconfortos, como as cólicas menstruais e vários sintomas da TPM.

Para elas, só esse benefício já compensa o uso desse tipo de anticoncepcional. 

4. Combate a doenças

Muitos médicos afirmam que a injeção anticoncepcional também previne doenças.

Ela está associada à redução e combate de problemas como câncer de endométrio ou ovário, cistos,  miomas uterinos e inflamações pélvicas. Outra vantagem é o estímulo à produção de glóbulos vermelhos, evitando a anemia.

5. Possibilidade de não interromper a vida sexual

Nem todas as mulheres se sentem confortáveis em ter relações sexuais durante a menstruação.

Por isso, nessa etapa do ciclo, elas deixam de curtir os momentos de intimidade com seus parceiros e às vezes evitam até sair com alguém porque acreditam que o encontro poderia terminar em sexo.

Com a injeção anticoncepcional, a mulher não ovula e consequentemente, não menstrua.

Portanto, ela se sente livre para vivenciar sua sexualidade com tranquilidade, sem precisar marcar ou evitar dias específicos do mês.

6. Redução dos efeitos colaterais

Embora nem todos se adaptem ao método, os estudos mostram que a injeção produz menos efeitos colaterais que a pílula.

Por isso, além da tranquilidade de tomar anticoncepcional apenas uma vez por mês ou trimestre, as mulheres se sentem melhor.

7. Alta eficácia

Se a mulher cumpre o cronograma de injeções direitinho sem atrasar, a eficácia do método é extremamente alta. Nenhum método é 100% seguro, mas a injeção consegue atingir um índice de proteção de 97%. 

Quais são as desvantagens da injeção anticoncepcional?

Quando se fala em hormônios, o fato é que cada organismo tem uma reação diferente.

Por isso, mesmo que muitas mulheres se adaptem muito bem ao contraceptivo injetável, para outras ele causa uma série de sintomas desconfortáveis. Saiba quais são os principais:

1. Possibilidade de alterações no ciclo menstrual

Algumas mulheres percebem grandes diferenças em seu ciclo menstrual. Em alguns casos, a menstruação simplesmente não acontece (amenorreia).

Já outras pacientes enfrentam sangramento em excesso. Portanto, é importante ficar atenta a esses sinais do corpo e sempre consultar o médico.

2. Dores e desconforto

Assim como o anticoncepcional oral, o contraceptivo injetável pode causar desconforto à mulher.

Dores de cabeça, seios inchados e sensíveis, cansaço nas pernas são alguns dos sintomas que levam um grupo a desistir do método, ou a aceitá-lo, mas com essas ressalvas.

3. Retenção de líquidos

Para nós, mulheres, a retenção de líquidos já é bastante comum em algumas etapas do ciclo menstrual.

Quando se usam a injeção anticoncepcional, esse desconforto pode ser mais frequente, o que leva muitas a acreditarem que engordaram durante a utilização.

4. Riscos de doenças

Alguns estudos associam o uso de anticoncepcional injetável a uma probabilidade maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como a trombose.

Esse risco se torna ainda mais significativo quando a mulher fuma. A combinação entre esses dois fatores é extremamente perigosa (embora isso também aconteça com o contraceptivo oral).

5. Perda temporária da capacidade fértil

Mesmo depois que a mulher para de aplicar o anticoncepcional injetável, é natural que ela não consiga engravidar por um período que varia entre seis meses e um ano.

No entanto, essa perda da capacidade fértil é temporária, e depois de algum tempo é possível planejar uma gestação.

6. Impossibilidade de interrupção

Quando a mulher toma um contraceptivo oral e sente efeitos adversos fora do comum, ela pode suspender o uso imediatamente. Depois de consultar o médico, é possível retomar o processo no próximo ciclo ou simplesmente abandoná-lo.

Essa possibilidade não existe se a mulher usa o contraceptivo injetável.

Simplesmente não é possível interromper um processo hormonal que já começou. Então, caso ela se sinta mal, precisa esperar os 30 dias ou os três meses para que o efeito passe gradualmente.

7. Queda da libido

Não é incomum as pacientes relatarem uma queda da libido após o uso da injeção anticoncepcional.

Esse é um dos efeitos adversos do hormônio. Porém, é importante lembrar que essa também é uma queixa frequente de quem usa pílula.

Você já usou injeção anticoncepcional em algum momento da sua vida ou utiliza até hoje?
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Quem decide sobre o uso da injeção anticoncepcional?

Como você pode ver, qualquer método tem seus prós e contras. Aqui neste post, mesmo, deu empate: 7 vantagens e 7 desvantagens.

Por isso, é você quem precisa analisar cada um desses fatores, ver se os benefícios são mais relevantes que os possíveis problemas e conversar com seu médico sobre esse assunto.

Aliás, essa é uma das diferenças entre o contraceptivo oral e o injetável: você precisará da receita do médico. Quando se trata da pílula, é possível chegar à farmácia e comprá-las mesmo sem prescrição, embora essa atitude não seja recomendada.

O anticoncepcional injetável é diferente, e precisa ser prescrito pelo ginecologista. Por isso, a escolha não é feita apenas pela paciente.

O profissional conversa com ela, ouve sobe suas expectativas, analisa o histórico médico individual e familiar para identificar possíveis riscos. Só depois ele prescreve a injeção. 

Cuidado é sempre essencial!

Querida, lembre-se sempre de que a injeção anticoncepcional só evita a gravidez. Ela não protege a mulher da transmissão de doenças.

Portanto, se você se relaciona com diversos parceiros ou até está em um namoro ou casamento estável, mas não coloca a mão no fogo pelo seu boy, não abra mão da camisinha!

A camisinha continua sendo o único método para evitar doenças sexualmente transmissíveis. Não pense que isso é coisa do passado, porque os números do Ministério da Saúde mostram que o índice de contaminação está crescendo.

AIDS, sífilis, HPV, gonorreia, herpes genital e hepatite B ou C são alguns dos problemas que você pode evitar usando o preservativo.  

Você já usou injeção anticoncepcional em algum momento da sua vida ou utiliza até hoje? Compartilhe sua experiência nos comentários para que outras mulheres também saibam o que esperar desse método!

Super Beijo!

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