Afinal, qual a relação da pílula anticoncepcional com a trombose? - Mulheres Bem Resolvidas

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Afinal, qual a relação da pílula anticoncepcional com a trombose?

Desenvolver trombose é o medo de muitas mulheres, principalmente daquelas que fazem o uso da pílula anticoncepcional. Todavia, o desenvolvimento dessa doença pode, ou não, estar relacionado com o uso do método contraceptivo.

Portanto, neste artigo, você vai saber um pouco mais sobre:

  • Pílula anticoncepcional (vantagens e desvantagens);
  • Tipos de pílula;
  • Relação entre a pílula anticoncepcional e a trombose;
  • Tipos de trombose;
  • Fatores de risco;
  • Sintomas;
  • Prevenção;
  • Tratamentos.

Antes de falarmos sobre a relação entre a pílula e a formação de trombose, vamos entender um pouco como a pílula funciona e quais os hormônios utilizados nela.

Pílula anticoncepcional

As primeiras pílulas anticoncepcionais chegaram às farmácias na década de 1960 e, desde então, trouxeram uma liberdade de escolha para muitas mulheres, a fim de possibilitar o planejamento familiar. Ademais, na época, a pílula chegou como novidade, surpreendentemente, também com o objetivo de evitar a gravidez e ajudar no tratamento de doenças como cistos e endometriose.

Além de tudo, ela pode ser usada para regular o ciclo e o fluxo menstrual, e da mesma forma, pode ajudar na reposição de hormônios na menopausa, no tratamento de pele, por exemplo.

Aliás, as pílulas mais comuns são compostas com os hormônios estrógeno e progesterona. Esses elementos são responsáveis por algumas alterações no organismo, tais como:

  • Espessamento do muco cervical (impedindo a penetração dos espermatozóides na cavidade uterina);
  • Alteração do revestimento de dentro do útero, o endométrio, impedindo a implantação do feto;
  • Alteração do transporte de espermatozóides e óvulo dentro das trompas.

Vantagens

  • Alta eficácia contra gravidez, com o índice de eficácia de 98%;
  • Melhora a pele;
  • Diminui cólicas;
  • Diminui a TPM;
  • Não interrupção da vida sexual;
  • Diminui o fluxo menstrual;
  • Trata cistos;
  • Trata endometriose;
  • Trata ovários policísticos;
  • Possibilita liberdade de escolha para as mulheres;
  • Auxilia no planejamento familiar.

Desvantagens

  • Pode causar cefaléia;
  • Alterações de humor em algumas mulheres;
  • Pode causar mastalgia, náuseas e alterações no peso;
  • Algumas mulheres podem ter coágulos de sangue (trombose);
  • Mulheres que estão dentro dos fatores de risco não podem usar as do tipo combinada.

Tipos de pílula

Os tipos de pílulas se dividem entre simples e combinada. Essa diferenciação ocorre de acordo com os hormônios presentes nelas. Confira:

Pílula simples

As pílulas consideradas simples contam apenas com o hormônio progesterona, que atua na camada interna do útero, chamada endométrio, e também no muco cervical. Ela tem o objetivo de impedir que o espermatozóide avance e chegue no útero, e nem encontre um endométrio receptivo.

O hormônio presente nessa pílula faz com que ela tenha pouco efeito nos ovários, causando poucos efeitos colaterais. Além disso, essa pílula não causa mudanças nos vasos sanguíneos, podendo ser utilizada por mulheres com quadros de má circulação. Afinal, por ter menos ação hormonal, ela também não trata acnes e oleosidade na pele. É sempre recomendado o uso com prescrição médica.

Pílula combinada

Esse tipo de pílula tem a combinação de dois hormônios: a progesterona e o estrogênio. Posteriormente, elas inibem a ovulação e trazem a solução para muitos problemas como endometriose, cistos no ovário, acne e oleosidade da pele, entre outros. Contudo, o risco de efeitos colaterais são maiores, exemplos de dores de cabeça, retenção de líquidos e obstrução dos vasos sanguíneos.

Portanto, o uso dela deve ser proibido para mulheres que tiveram tromboembolismo, hipertensão arterial grave, problemas vasculares, diabetes, tabagismo (com mais de 40 anos), obesidade, antecedentes de câncer ginecológico ou mamário.

Relação entre a pílula anticoncepcional com a trombose

Pílula e trombose

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mulheres que usam anticoncepcionais, no caso das pílulas contendo estrogênio e seus derivados, têm de 04 a 06 vezes mais chances de desenvolver tromboembolismo venoso do que as que não usam contraceptivos hormonais combinados.

O estrogênio é o principal responsável pelo aumento dos fatores de coagulação e, portanto, quanto maior a dose desse hormônio, maior é o risco de desenvolver a doença.

Além disso, especialistas dizem que os benefícios da pílula superam os riscos, e que apesar do aumento do risco de desenvolver trombose, as chances são pequenas.

Trombose

A Trombose Venosa Profunda (TVP), ocorre com uma formação de um coágulo sanguíneo em veias ou vasos profundos localizados na parte inferior do corpo, principalmente nas pernas e coxas. Inesperadamente esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue, podendo causar inchaço e dor na região que ele se forma. Além disso, ele se torna muito perigoso quando se desprende e se movimenta pela corrente sanguínea.

Embolia

A embolia ocorre quando um pedaço de material, causador de obstrução, se movimenta pela corrente sanguínea, podendo se alojar e obstruir a passagem do sangue em órgãos vitais como o coração, cérebro e pulmões, ou até mesmo outros locais, trazendo grandes riscos de formação de graves lesões.

Tipos de trombose

Existem alguns tipos de trombose. Entre as principais, podemos citar:

Trombose profunda da veia

É o tipo mais comum de trombose e pode causar sérias complicações. Ela é causada pela formação de um coágulo de sangue na veia femoral do pé. O trombo que obstrui a veia pode se mover até os pulmões causando uma embolia pulmonar.

Trombose da veia jugular

Essa é extremamente rara e ocorre geralmente em consequência do uso intravenoso da droga, sendo associada com a infecção e a malignidade. Os indivíduos afetados por este tipo pode desenvolver complicações sérias, tais como a sepsia sistemática, o embolismo pulmonar e o papilledema.

Doença de Paget-Schroetter

É conhecida como a trombose do esforço. Ela ocorre em veias da parte superior do corpo, e é comum afetar pessoas ativas que praticam exercícios físicos. Ou seja, esse mal geralmente acontece no momento da atividade ou logo após.

Trombose cerebral da cavidade venosa

É causada por um trombo nos canais venosos do cérebro. Seus sintomas são dor de cabeça, visão anormal, dificuldade da fala e movimentação dos músculos da face e do braço. Muitos pacientes conseguem a recuperação completa com o tratamento adequado.

Fatores de risco

São considerados fatores de risco:

Andar de avião

O risco de se ter uma trombose ao andar de avião se deve pelo fato da pessoa ficar muito tempo sentada, principalmente se ela tiver problemas de circulação sanguínea, ou estiver dentro do grupo de risco, como pessoas obesas e grávidas.

Pílula anticoncepcional

Como já dito anteriormente, mulheres que fazem o uso de pílulas anticoncepcionais que contém o hormônio estrogênio têm até 04 vezes mais chances de desenvolver a doença.

Ficar sentado

Ficar sentado por muito tempo faz com que a circulação seja afetada possibilitando o aparecimento da doença.

Cirurgias

Em alguns tipos de cirurgias é indicado que o paciente use meias anti trombo, durante e alguns dias após o procedimento. Além disso, algumas pessoas precisam fazer o uso de medicamentos para evitar o aparecimento do trombo.

Hereditariedade

Pessoas com casos de má circulação sanguínea na família também entram para o grupo de risco. Essa condição pode estar associada a fatores genéticos que são passados de geração em geração.

Gravidez

A gravidez aumenta a pressão sobre as veias da região posterior do corpo, principalmente nas pernas. Por causa disso, as mulheres grávidas devem ficar atentas aos sintomas e evitar outros fatores de risco, como ficar sentadas por períodos longos.

Tabagismo

O tabagismo está relacionado a diversas doenças, dentre elas o aparecimento da trombose. As substâncias presentes no cigarro facilitam a coagulação.

Obesidade

A obesidade é um dos principais fatores para o aparecimento de trombose. O excesso de peso e gordura fazem com que a pressão nas veias posteriores seja maior. Afinal, a gordura contribui para o estreitamento dos vasos sanguíneos fazendo com a passagem do sangue fique comprometida.

Idade

Geralmente pessoas acima dos 60 anos são mais propensos a ter essa doença do que os jovens.

Varizes

Nem todo mundo que tem varizes vai desenvolver a trombose, porém as chances são aumentadas, pois a variz é uma veia dilata que tem como função fazer o sangue circular lentamente, favorecendo a coagulação.

Sintomas

  • Dor nas pernas;
  • Dor nas panturrilhas;
  • Dor nos pés e tornozelos;
  • Mudança de cor no local afetado;
  • Sensação de queimação no local;
  • Inchaços no local afetado.

Apesar desses sintomas a maioria dos pacientes não sente nenhum desses sinais, o que faz com que a doença seja considerada silenciosa e perigosa.

Prevenção

Como identificar a doença?

Existem alguns exames que podem ajudar na identificação de um coágulo. Geralmente em consultas periódicas, os médicos não se atentam a isso, mas é algo de muita utilidade para pessoas que fazem o uso de anticoncepcionais, por exemplo.

Os exames são:

  • Ultrassonografia: utiliza de imagem para identificar os locais em que há coagulação de sangue;
  • Exame de sangue: verifica substâncias na corrente sanguínea que facilitam a coagulação;
  • Venografia:  injetado uma substância nas veias que mostra o local da coagulação;
  • Ultrassom vascular:  o ultrassom mostra imagens de veias que possuem o trombo.

Tratamentos

Quando identificado o trombo, é necessário entrar com medicação para que ele seja diluído e evitar o aparecimento de outros.

As medicações mais utilizadas são: Diluidores do sangue, exemplo de anticoagulantes, meias que ajudam na circulação e, em casos mais graves, a inserção de tubos nas veias para a remoção do trombo.

Gostou do artigo? Tem mais alguma dúvida sobre o uso da pílula? Tem alguma história para compartilhar com a gente? Conte nos comentários abaixo. Vai ser um prazer conversar com você!

Super Beijo

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