Tipos de relacionamento: do relacionamento aberto ao poliamor

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Tipos de relacionamento: do relacionamento aberto ao poliamor

O hit “Felices los 4”, do cantor Maluma, mostra que os triângulos amorosos estão ganhando cada vez mais espaço na nossa sociedade. Atualmente, o amor e o sexo podem ser vividos de maneiras diferentes, como demonstra essa música. Os clássicos casais “fechados” ou monogâmicos – quando o casal só pode amar e fazer sexo um com o outro – estão dando lugar a outras formas de relacionamento. No texto de hoje vamos conhecer um pouco dessas formas de amor alternativas como o poliamor e o relacionamento aberto. Vamos lá?

poliamor

Poliamor

Poliamor significa ter mais de um relacionamento íntimo, amoroso, sexual e duradouro simultaneamente com várias pessoas, com o pleno consentimento e conhecimento de todos os envolvidos. A pessoa que se considera emocionalmente capaz de entrar nesse tipo de relação é chamada de poliamorosa.

O poliamor é baseado na aceitação do amor entre três ou mais pessoas, independentemente da sua identidade sexual. Pode ocorrer entre mulheres, homens ou transexuais. A única condição é o amor entre eles e a aceitação do relacionamento por todos. O sexo, embora esteja presente, não é o principal da relação.

Os dois ingredientes essenciais do conceito de poliamor são “mais de um” e “amor”. Esse termo não se aplica a meras relações sexuais sem compromisso, orgias anônimas, prostituição ou outras definições populares de troca de parceiro (swing em inglês).

Características do Poliamor

  • Fidelidade: quem é adepto do poliamor estabelece laços honestos com seus parceiros. Estar com outra pessoa não se traduz como engano ou traição porque faz parte do acordo entre eles.
  • Comunicação e negociação: devido a particularidade do relacionamento, é essencial falar sobre o que se sente. Não há regras escritas, cada casal irá criar as suas próprias. A única maneira do relacionamento ter sucesso é através de um diálogo aberto e sincero.
  • Compreensão: é a capacidade de as pessoas serem felizes pela felicidade dos outros. No caso do poliamor, seria o oposto do ciúme, aceitar que a pessoa amada possa amar outra pessoa. É a possibilidade de não ver o outro como um objeto, libertando-se do sentimento possessivo.
  • Desapego: as pessoas em relacionamentos convencionais geralmente concordam em não buscar outras relações sob nenhuma circunstância, já que colocariam em risco a relação primária, seja diluindo-a ou substituindo-a. Os poliamorosos acreditam que essas restrições não são boas para um relacionamento, pois tende a substituir a confiança por proibições possessivas e a colocar relacionamentos em uma estrutura de propriedade e controle. Os poliamorosos veem o amor a terceiros como um enriquecimento da vida de seus parceiros, em vez de uma ameaça ao relacionamento. O velho ditado “Se você ama algo, deixe-o livre; se voltar, é seu, se não, nunca foi” descreve uma visão semelhante. Por esse motivo, muitos poliamorosos veem a visão possessiva das relações como algo a ser evitado.
  • Honestidade e respeito: a maioria dos poliamorosos enfatizam a importância do respeito e da comunicação com todos os seus amores. O amor deve ser aceito como parte da vida da pessoa.
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Formas de poliamor

Polifidelidade

Envolve múltiplos relacionamentos românticos onde o contato sexual é restrito a membros específicos do grupo.

Relações mono-poli

Onde um dos membros é monogâmico, mas aceita que o outro não é e mantém relações externas.

Sub-relacionamentos:

Distinguem-se entre relações “primárias” e “secundárias” (um exemplo é a maioria dos casamentos abertos).

Poligamia

Quando uma pessoa se casa com vários maridos (poliandria) ou várias esposas (poliginia), que podem ou não estar casadas ou manter relacionamentos uns com os outros.

Relacionamento grupal e casamento em grupo

O casamento em grupo ou o círculo de casamento é uma forma de casamento em que mais de um homem e mais de uma mulher formam uma unidade familiar e todos os membros do casamento compartilham a responsabilidade parental em relação a quaisquer das crianças que surgem do casamento. O casamento em grupo às vezes é chamado de “poligamia verdadeira” ou poliginia (da combinação dos termos poliginia e poliandria).

Redes de relacionamentos interconectados

Quando uma pessoa pode ter vários relacionamentos, em vários graus de importância, com várias pessoas.

Acordos geométricos

Os acordos geométricos têm esse nome pela alusão que fazem às formas geométricas. Vejaalguns:

Trios: podem ser uma relação de “triângulo”, em que três pessoas possuem relações iguais entre si; em formato “V”, onde uma pessoa namora duas, mas estas não possuem um relacionamento entre si; e em formato “T”, em que três pessoas namoram, mas duas possuem um relacionamento mais forte entre si que com a terceira.

Quartetos: também chamados de quadras, o quarteto possui uma variação ainda maior de formações. Pode ser chamado de “formato em N”, quando por exemplo, entre dois homens e duas mulheres, apenas elas são bissexuais e se relacionam; há o quadrado onde todos possuem relacionamento entre si.  A geometria da relação pode variar ao longo do tempo.

Diferenças entre poliamor e poligamia

Não confunda a poligamia com o poliamor. Eles têm a mesma estrutura emocional e a mesma formação, ou seja, um indivíduo tem um relacionamento amoroso e sexual com várias pessoas ao mesmo tempo, mas há uma diferença: a poligamia requer um vínculo legal (ou similar) estabelecido e socialmente aceito. Já o poliamor não exige mais do que a vontade dos membros do relacionamento e não há nenhum tipo de compromisso, nem tem que ser durável. Quase como a diferença entre um casamento e um casal vivendo lado a lado.

Nos países ocidentais, a lei não reconhece a poligamia, mas existem outras culturas em que é aceita social e legalmente. Em algumas nações islâmicas, por exemplo, a poligamia é permitida e admitida, desde que a esposa ou esposas de um homem deem sua aprovação para o novo membro da família.

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Relacionamento aberto

O relacionamento aberto é uma espécie de acordo entre duas pessoas que estão em um relacionamento afetivo (embora também possa ser meramente sexual), em que ambos reconhecem que querem estar juntos. A relação é saudável, no entanto, eles querem ter contato (quase sempre sexuais).

Nesse contexto, há muitas formas de levar esse tipo de relação: há casais que decidem se abrir para integrar outras pessoas na sua dinâmica de casal, ou seja, o consenso é estar junto com outras pessoas durante seus encontros sexuais. Aqui não é necessário confundir com os swingers, essa é outra dinâmica que nasce do prazer do conhecimento e/ou para ver seu parceiro em contato sexual com outras pessoas. Eles podem estar relacionados, mas não são os mesmos.

Em outros casos, o casal decide não avisar com quem vai se encontrar ou quando, mas há o conhecimento de que essas práticas ocorrem em ambas as partes, ou seja, ambas têm o mesmo direito. Ou parte do acordo é sempre dizer quando e com quem haverá relacionamento sexual paralelo.

Do mesmo modo, outras negociações são estabelecidas. Por exemplo, não poderá haver relacionamentos com certas pessoas (como amigos), nem na mesma casa ou em certos espaços. Outro fator muito importante: se o relacionamento só é permitido uma vez com a mesma pessoa para evitar laços emocionais; entre mil outras estratégias que devem ser negociadas. Claro, o que constitui o relacionamento aberto é o consenso absoluto e a validade dele. Se uma das partes não concorda com 100%, ele é invalidado.  

Relacionamento aberto x Poliamor

A principal diferença entre o poliamor e o relacionamento aberto é que, no segundo caso, não há amor com a terceira pessoa envolvida. Agora, em muitos casos, essa abertura não é apenas em nível sexual, há uma evolução de sentimento. Essas pessoas deixam de ter apenas relações sexuais paralelas.

Precisamente nesses casos, pode surgir outra dinâmica: poliamor. Alguns poliamorosos começaram a abrir seu relacionamento e, ao longo do caminho, descobriram que também poderiam amar duas pessoas de cada vez, encontrando em cada um espaços emocionais, eróticos e de convivência que os faziam sentir-se plenos.Do mesmo modo, o(s) parceiro(s) paralelo(s) – que deve (m) estar sempre ciente(s) da situação e também entrar em consenso – sente (m) -se à vontade nessa dinâmica.

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Swing

Os ‘swingers’ são aquelas pessoas que tem um relacionamento”fechadas”, mas que praticam a troca de parceiros. Para realizar os intercâmbios, você pode usar a internet (em aplicativos como o Tinder ou em bate-papos), ir para um dos muitos bares para conhecer casais e fazer a troca de parceiros. O uso de preservativos com pessoas fora do relacionamento é uma das principais regras dos “swingers”. As práticas dentro da troca são múltiplas e variadas e podem ser classificadas em três grupos:

  • Observar ou ser observado: manter relações sexuais enquanto o outro parceiro observa.
  • Troca suave: são esses encontros que incluem beijar, acariciar ou sexo oral com uma terceira ou quarta pessoa.
  • Troca total: ter relações sexuais com outra pessoa, além do seu parceiro, ou seja, uma troca completa.

Formas de amor e preconceito

Algumas pessoas adeptas do poliamor ou que têm algum tipo de relacionamento aberto mantém ocultas suas escolhas amorosas.O medo do preconceito e das críticas é o fator principal para que essas pessoas escondam sua forma de viver o amor. As mulheres ainda sofrem um julgamento pior, pois podem ser consideradas “vagabundas” simplesmente por se relacionar com dois homens, ainda que os dois estejam cientes da situação.

É difícil para a maior parte das pessoas aceitar que existem outros tipos de relacionamento além do monogâmico. Este é o tipo de relacionamento mais comum. É o tipo de relacionamento que sempre vimos em nossos pais, avós, amigos, etc.. Baseia-se em um modelo judaico-cristão em que um homem  se une com uma mulher, eles se casam, têm filhos e vivem juntos. É o tipo de relacionamento mais comum no mundo, e a maioria das leis de quase todos os países são projetadas para proteger e promover esse tipo de união. No mundo, houve civilizações monogâmicas e poligâmicas, então podemos dizer que não existe um componente natural ou biológico que suporte esse modelo. É algo puramente cultural.

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Funciona para mim?

Depende. Se você é uma pessoa possessiva e ciumenta, provavelmente não vai se adaptar ao poliamor ou ao relacionamento aberto. Nesse caso, é melhor investir em um relacionamento monogâmico para não acabar saindo magoada. Se você também quer experimentar esse tipo de relacionamento por causa do seu parceiro, é melhor pensar duas vezes, você acabará se arrependendo mais tarde. Converse com ele e explique  a sua posição.

No entanto, se você se sente atraída por esse estilo de vida, tem a mente aberta e não tem medo de críticas ou preconceitos, vá em frente. Todas as formas de amor são válidas, o importante é que você e o seu parceiro (ou parceiros) se sintam cômodos no relacionamento e sejam felizes.

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